Οδύσσεια Final – Homem Farejador de Drogas

Οδύσσεια

Conseguimos sair de San Juan de los Morros e chegar ainda de dia em Puerto Ordaz, graças Deus com bastante gasolina no tanque dessa vez!😛 Foi um trecho bem tranquilo, com estradas excelentes e paradas de controle menos agressiva. Ficamos hospedados no mesmo hotel quando iniciamos a trip saindo de Boa Vista e a noite fomos comer uma deliciosa massa no shopping! Não víamos a hora de chegar em casa, estar em Puerto Ordaz era como estar no quintal de casa, separados por apenas 800 km do nosso lindo e maravilhoso país, rs.🙂

Mas como ainda éramos estrangeiros em terras desconhecidas, faltava a última e famosa parada que fica a 1h de Santa Elena. Lá é obrigatório descer para apresentar os passaportes e registrar o nome em um livro (ata?) juntamente com a profissão de cada um; fizemos este mesmo procedimento na ida também. Quando eles perceberam que a gente não estava vindo da Ilha de Margarita ou Puerto la Cruz, rota turística mais procurada pelos brasileiros, e identificaram nos nossos passaportes o carimbo colombiano a coisa mudou de tratamento, resolveram fazer aquela velha e longa revista nas nossas coisas. Tinha um superior que dava ordens a outros dois e um outro que não levantava da cadeira em frente ao livro de controle. Este superior pediu para que abríssemos tudo, mas tudo mesmo; a diferença deste ponto para os outros que passamos foi a exigência deste superior ordenando que a gente acompanhasse o “trabalho” dos subordinados dele. Quando a gente deixava os soldados sozinhos ele gritava: “Olhe com ele, acompanhe o serviço”, com cara de brabo, rs. Fizeram tudo que vocês possam imaginar nas nossas mochilas, reviraram tudo, cutucaram tudo… A gente já tava tão encaliçado daquele tratamento que por vezes dava até vontade de rir de certas coisas… Ficar com raiva ou querer exigir direitos (que direitos? haha) era em vão! Tínhamos mesmo era que curtir até aquilo ali pois sabíamos que nossa fronteira estava a 1h de viagem! Quando cruzamos a fronteira do Uruguai com a Argentina (via ferry) e da Argentina com o Chile (via bus), também passamos pelo controle de imigração, existiam detectores de metais, máquina de raio-x e um cão farejador, que na nossa frente os policiais faziam uso dos três. Em momento algum nossas mochilas foram abertas, expondo a nossa privacidade, já na VE o detector de metal era as mãos dos guardas fruticando nossas mochilas e o cão farejador era os próprios narizes deles! Gente, eu tive que me conter pra não rir quando vi o policial “farejando” nossas mochilas, o banco, a porta, o painel do carro. Que cena engraçada e lamentável! Passaram um tempinho considerado “cheirando” nossas coisas. De repente chegou um bus no sentido Manaus/Puerto la Cruz e eles acabaram  liberando a gente pra poder atacar os outros, saímos dali sem nenhum problema e já sentindo o gostinho da comida do Alfredos em Santa Elena, rs. No SINEAT nós carimbamos a saída nos passaportes, entregamos a licença pra dirigir na VE e seguimos pra Boa Vista. Chegamos em casa perto das 19h e a sensação que eu tive ao cruzar com um policial militar na rua foi: “Ufa! Este aqui é um dos nossos, não precisamos mostrar documentos nem ter medo de cobrança de multa injusta”! haha

Esta foi a nossa experiência de chegar até a Colômbia de carro, viajando quase 8 mil quilômetros! Durante as lembranças farei algumas considerações importantes em outros posts. Obrigado por nos acompanhar e fazer deste blog uma interação entre os apaixonados por uma aventura! Até a próxima viagem😉

Οδύσσεια Parte 2 – Um anjo chamado Américo

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Nunca foi novidade para nenhum de nós que moramos em Boa Vista a forma como os brasileiros que viajam de carro são tratados na Venezuela, uns com mais e outros com menos sorte, porém todos com as mesmas histórias de extorsão em vários pontos de controle, seja da polícia ou do exército. Mas quando a colombiana nos alertou sobre o perigo que corríamos nas próximas alcabalas entramos em pânico. Chegar a San Cristóbal, que fica há 50 minutos da fronteira em território venezuelano, em paz foi um alívio… Mal sabíamos o que nos aguardava no outro dia! Partimos cedinho com destino a San Juan de los Morros e cada parada de controle a gente temia que algo de ruim acontecesse. Embora estivéssemos todos documentados qualquer motivo seria motivo de uma “multa”. Lembram da “multa” que queriam nos aplicar por obedecermos uma parada a direita e que logo depois uma lei venezuelana, do nada, proibia parar a direita? Coisas desse tipo acontecia constantemente! Porém, o ponto mais trash da nossa viagem aconteceu nesse rodovia, entre San Cristóbal e San Juan de los Morros. Fomos atacados por cinco militares da guarda nacional como se fôssemos bandidos de alta periculosidade, nos trataram com toda falta de educação possível. Ficamos ali, a mercê daquela corja, por uns 50 minutos debaixo de um sol escaldante no meio da rodovia. Depois de terem feito o “trabalho” deles nos liberaram sem um pingo de escrúpulo. O que alegrou meu coração foi ver aquele militar arrogante, suando igual porco em véspera de morrer, usando gandolas de mangas compridas naquele clima infernal, procurando drogas no nosso carro, tirar a boina, passar o lenço na testa derretendo de calor e dizer: “Es licito”. Não encontraram nada que pudessem nos prejudicar, ou melhor, não armaram nada contra nós. Saímos daquela alcabala revoltados com o que havia acontecido, também com muito medo do que eles poderiam ter infiltrado no nosso carro sem que percebêssemos, pois isso poderia ter acontecido; o conselho daquela colombiana não saia da nossa mente. Mais adiante seguiríamos até Valência, antes de San Juan de los Morros, mas achamos por bem seguir outro caminho e desviar a rota que tínhamos dado aos militares carniceiros! Sabe lá Deus o que tanto um deles conversava ao telefone enquanto lia nossa placa e documentos ou o que tramavam (?) para que fôssemos pegos no próximo ponto de controle. Exagero? Não, gente… estar fora do seu país e em uma situação de humilhação e impotência que os guardas venezuelanos nos colocaram era sempre um perigo constante. Até mesmo porque a colombiana nos relatou histórias em que eles forjavam tráfico internacional de drogas como motivo de extorsão! Imaginem a nossa situação…

Ainda atônitos com esta maldita parada militar, seguimos viagem! De repente começa a escurecer e os meninos desligam o ar-condicionado e pedem pra que a gente abra as janelas do carro, achamos aquilo estranho… mas tá, deixa! Enquanto eu e a Nati conversávamos, eles trocavam sussurros lá na frente, até que  a Nati percebeu que o marcador da gasolina só tinha um pauzinho! Jóia, muito jóia… Esquecemos de completar o tanque e agora estávamos no meio do nada, numa rodovia sem iluminação, mato pra todo lado e nem sequer uma alma vivente no meio da rua para poder pedir socorro! O GPS marcava 50km até o próximo posto de combustível mas a gente não tinha certeza se a reserva aguentaria até lá; logo em seguida o sinal vermelho acendeu! Quanto mais o Júnior dirigia mais longe ficava este bendito posto. 30 km passaram e nada desse posto aparecer, até que vimos luzes de cidade e nos alegramos, porque ficar sem gasolina na VE parecia até piada, rs. Esta cidade era muito pequenininha, um lugar ermo que dava até medo! Paramos para pedir informação e ficamos sabendo que naquela cidade não havia posto de combustível, somente na próxima cidade a uns 30 km. Um caminhoneiro olhou o painel do carro e disse que como estávamos na reserva a muito tempo não conseguiríamos chegar com o que sobrou no tanque. Entramos num aperreio só… Imediatamente perguntei para um tio que vendia bombons na esquina se ele conhecia alguém que vendesse gasolina em casa, a resposta foi um “não”. Foi aí que imaginamos ter que dormir dentro do carro até amanhecer e ficamos em silêncio sem saber como aquilo estava acontecendo. Depois de alguns minutos ele pediu para que descêssemos até o fim da rua e procurássemos por William, um senhor que poderia nos ajudar, esta era a única opção que tínhamos. A conversa com o tal do William não foi muito proveitosa, os três rapazes que estavam na calçada não se dispuseram a nos ajudar de jeito nenhum, nem mesmo disseram quem era o tal William. A Nati desfaleceu o rosto nesse momento… não tinha jeito mesmo. Passados alguns minutos tentando absorver a idéia de fazer do carro um hotel naquela noite, um daqueles homens disse que poderia nos ajudar e pediu que seguíssemos até a casa dele. Seguir aquele homem era um risco, mas um risco que precisávamos enfrentar. Entramos em uns becos até chegar a casa desse senhor que estava de moto a nossa frente, chegando lá havia uma família sentada em roda conversando, batendo papo e olhando sem entender o que estava acontecendo com a gente. Aquele senhor pediu para que esperássemos ali mesmo que ele iria trazer a gasolina para nós. A pouca luz que tinha naquele quintal permitiu a gente enxergar a movimentação de homens pelos tonéis, fazendo a transferência da gasolina para um galão! Aquele senhor voltou com a gasolina em mãos e com a ajuda dos meninos conseguiu transferir para o carro. A gente já tinha separado 20 mil bolívares para pagar mesmo sabendo que no posto um tanque cheio custaria 3 mil bolívares, mas aquela situação era tão excepcional que a gente fazia questão de pagar um pouco mais. Enquanto a gasolina era colocada no carro este senhor ficou curioso em saber quem éramos, de onde estávamos vindo, quantos quilômetros já tínhamos rodado, ele se empolgou com a nossa viagem, rs. Finalmente o problema da falta de gasolina foi resolvido e o Júnior perguntou quanto custava, ele disse que não era nada. A gente insistiu em pagar mas aquele homem se recusava a receber. Até que o Júnior deu os 20 mil bolívares e nós agradecemos pelo grande favor que nos foi prestado naquela noite. Fizemos a volta pra seguir viagem e perguntamos qual era o seu nome, ele respondeu todo alegre: Américo! O sr. Américo entrou naquela humilde casa, e de longe a gente podia ouvir as explicações que ele dava para a sua família a nosso respeito, todo empolgado. Chegamos em paz a San Juan de los Morros e  felizes por saber que naquela noite o sr. Américo quebrou os paradigmas sobre os nossos (pre)conceitos em relação aos venezuelanos, afinal de contas generalizar será sempre um erro! Ele foi um anjo que não esperávamos.

Οδύσσεια Parte 1 – Cruzando a fronteira da Colômbia com a Venezuela

Οδύσσεια

“Odisséia” foi o título da nossa aventura voltando pra casa quando saímos de Bogotá! Nooossa… Parecia que chegar a Ítaca tinha sido bem mais fácil para Odisseu do que chegar a Boa Vista para nós! Partimos de madrugada com a doce intenção de cruzar a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela em um dia dirigindo, e assim completar a travessia desta fronteira até a próxima, que fica entre Santa Elena – Roraima, em três dias. Doce ilusão… A demora já começou quando tentamos sair do centro de Bogotá até a rodovia. E não pensem que estávamos perdidos, não! Estávamos no caminho certo, fazendo tudo que o GPS e as informações nas ruas mandavam, mas a cidade é tão grande, mas tão grande que só depois de 45 minutos alcançamos a rodovia com destino a Cúcuta! Ufa…

El Sanderoso com o aro empenado, vazando ar do pneu!

E quando a gente pensou que já tinha chegado ao ponto mais alto da Colômbia, se tratando de cidade, descobrimos que não! O trecho entre Bogotá e Cúcuta nos rendeu muitas subidas nas montanhas, a ponto do Jacob dirigir a 30k/h sob uma neblina que não se enxergava um palmo a frente do nariz em plena 4h da tarde, isso também atrasou pacas a viagem. Também tivemos que parar em uma borracharia para identificar o que estava causando a falta de ar excessiva em um dos pneus. Não foi a Nati que tinha engordado hehe, foi o aro que teve um leve probleminha por causa de alguns buracos nas estradas em obra. Graças a Deus que este prejuízo nos custou somente uns R$ 5.  :D

Meda… muito meda!

As curvas eram muito sinuosas, cheias de precipícios e além de tudo muito movimentada. Quem tinha costume de dirigir naquela região arriscava umas ultrapassagens loucas, mas mesmo assim em baixa velocidade. Em uma dessas curvas aconteceu um acidente, que nos deixou mais atrasados ainda… Estávamos a 3.460 metros acima do nível do mar, enfrentando uma fila imensa de carros, com frio e fome e ainda muito mais tristes porque sabíamos que chegar a Cúcuta era quase impossível naquele mesmo dia… Já estava escurecendo e precisávamos descansar, afinal já estávamos com mais de 12 horas viajando! Conseguimos chegar a noitinha numa pequena cidade situada num vale entre as montanhas, a linda e charmosa Pamplona. Fazia um friozinho super agradável por lá, melhor mesmo foi ficar hospedados num Plaza maravilhooooso e comer uma massa num restaurante menor que meu quarto hahaha, bem aconchegante e delicioso, depois de horas e horas viajando!

Não estava nos planos fazer uma parada pra dormir antes de Cúcuta, mas foi necessário. Partimos cedinho de Pamplona e conseguimos chegar ainda de manhã na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. Achei esta fronteira muito parecida com a do Brasil e Paraguai, até uma ponte eles tem pra separar os dois países! Um trânsito louco e uma multidão de pessoas circulavam como formiguinhas num formigueiro. Homens e mulheres com as mãos cheias de dinheiro oferecendo serviço de câmbio e gasolina sendo vendida na beira da estrada como se fosse um produto qualquer nada perigoso. Resumindo, aquilo era uma muvuca, e que eu achei o máximo hehehe. Assim como fizemos ao entrar e sair na Venezuela e entrar na Colômbia, observando todos os requisitos legais, fizemos também ao sair da Colômbia para entrar novamente na Venezuela. Vale ressaltar que o tratamento que recebemos na Colômbia está muito acima e muito mais evoluído que o tratamento que recebemos na Venezuela, aliás, isso nem é digno de comparação. Em outro post comentarei com mais detalhe os perrengues que passamos no país do Chaves.

Imigração venezuelana com “teto solar” depois de ter passado pela imigração colombiana num órgão com vários guichês, cadeiras de atendimento e policiamento constante!

Liberados pela imigração da Colômbia, nós e o carro, procuramos a imigração venezuelana para dar entrada no país. Enfrentamos uma fila enorme debaixo de um sol das onze da manhã para sermos atendidos por um funcionário que mal respondia como deveríamos proceder ao preencher a ficha da imigração. Resolvido nosso bronzeamento forçado, fomos até o SINEAT para tentar resolver a burocracia do carro. Lá que a história começou a render mesmo, rs. A demora foi tão grande que nesse intervalo de sete horas esperando para sermos liberados, fizemos amizade com mais quatro casais que estavam passando pelo mesmo problema que o nosso: a falta de boa vontade dos venezuelanos para com os turistas, rs. Conhecer aqueles aventureiros que estavam viajando de carro dando a volta ao mundo foi muito divertido.

Um casal argentino, um casal francês, um casal misturado, ele francês e ela colombiana, e mais um casal colombiano. Nem todos estão na foto!

A gente conseguiu transformar o estresse da situação em risos, tudo era motivo de altas risadas entre nós! Foi um verdadeiro intercâmbio cultural de 7 horas até liberarem a documentação de todos os motoristas. Quando finalmente estávamos com a licença para dirigir na Venezuela em mãos e prontos pra enfrentar mais uma noite em uma cidade que não estava em nossos planos, uma colombiana nos alertou acerca da corrupção dos guardas venezuelanos nas próximas alcabalas (sobre isso também farei um post específico). Dirigimos por mais uma hora de San Antonio, cidade fronteira na Venezuela, até San Cristóbal onde passaríamos a noite. Conclusão: mais um dia perdido na contagem de volta pra casa! Eita diazinho que parecia não ter fim!

Medellín a Bogotá

Partimos cedinho de Medellín para Bogotá com a intenção de evitar a estrada com suas curvas e subidas nas montanhas durante a noite. Foram longos quilômetros viajando; a estrada apesar de ser muito boa também estava em constante manutenção, o que nos atrasava em alguns trechos. Chegamos a Bogotá a noitinha e a impressão que tivemos daquela lugar foi que estávamos em São Paulo. Bogotá é uma metrópole, um mundo de cidade! O trânsito super intenso, com vias para carro, para ônibus, biarticulados e caminhões. As avenidas são largas e muito compridas, qualquer vacilo em alguma entrada era motivo de alguns minutos de paciência até encontrar novamente outro retorno; definitivamente uma baita cidade. Demoramos para encontrar um hotel, estávamos literalmente perdidos e sem muita paciência pra seguir as instruções do GPS. Daí resolvemos pegar um táxi e seguí-lo até uma zona de hotéis, graças a Deus que deu tudo certo! Fomos deixados numa região super agitada da cidade, um lugar cheio de hotéis, lanchonetes, bancos e etc. Depois de acomodados e quentinhos, porque Bogotá estava um frio de lascar, os meninos saíram para comprar nosso jantar. Nunca comi um sanduíche com tanto prazer na vida!

Ficamos em Bogotá apenas duas noites para poder descansar e depois seguir viagem para casa, por isso não tivemos muito tempo de conhecer aquela imensidão. Como estávamos hospedados próximo ao Cerro Monserrate, pegamos um táxi e seguimos para lá. Já que não poderíamos conhecer toda a capital colombiana em menos de dois meses a solução foi subir o cerro e “conhecer” toda Bogotá lá de cima em uma manhã! hehehe. Foi um passeio bem legal! O Cerro Monserrate é super visitado, ele nos dá uma perfeita visão panorâmica da cidade a 3.152 metros acima do nível do mar. Um tour baratinho mas bem legal de fazer. Almoçamos no shopping, Nati e Jr. optaram por comida italiana e nós dois por comida típica. Nossa comida veio em panelas de barro forradas com folhas de bananeiras. Jacob pediu cola de alguma coisa, não lembro o que exatamente agora, e eu pedi um franguinho, que na foto estava lindo! Quando a comida chegou percebemos que a tal cola era rabada e meu franguinho só estava bonito mesmo na foto, hehehe. Minha comida estava gelada, quente só o caldo de entrada! Quanta decepção a minha, rs. Ainda bem que comemos uma deliciosa sobremesa depois!😉. O que também chamou muito a nossa atenção durante este dia em Bogotá foi a forma como os colombianos comemoravam o Halloween! Era um desfile de fantasias uma mais linda e criativa que a outra! As crianças e os adolescentes todos arrumadinhos tirando fotos e exibindo com orgulho seus personagens! Nós achamos aquilo o máximo! A noite saímos pra conhecer o Hard Rock Café e, para nossa surpresa, a vez era dos adultos. As ruas estavam lotadas de jovens fantasiados, fazendo apresentações e se divertindo com seus personagens. Eles realmente investiram na produção, cada fantasia hollywoodiana que nos impressionava meeeesmo! Não sabíamos que esta festa era tão forte por lá!

Depois de me sentir dentro de um filme de terror, voltamos para o hotel com a missão de descansar bem porque mais um dia de estrada nos aguardava! Cúcuta lets go!😀

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Cartagena de Indias a Medellín

Já sentindo saudades da linda cidade de Cartagena de Indias partimos em direção a Medellín, uma longa estrada nos aguardava! A viagem foi bem tranquila, com excelentes condições para dirigir, e as paradas policiais as mais pacíficas possíveis. Só não contávamos com as inúmeras curvas nas rodovias que se formavam sobre as montanhas, foi aí que descobrimos que Medellín fica sobre a região central na Cordilheira dos Andes a 1.520 metros de altitude, o que também explica seu clima agradável de montanha com uma baixa e amena amplitude térmica durante todo ano, por isso a viagem foi mais demorada que o esperado! E haja subida!

Medellín é famosa por ser considerada a cidade da eterna primavera. O dia começa em torno de 16°e vai esquentando até os 28° com o passar das horas e a noite volta a fazer o friozinho. Segundo os paisas (os nascidos em Medellín), este é o clima constante da cidade, com pouquíssimas chuvas, o que justifica a fama de ser a cidade da eterna primavera! Foi nesse clima que saímos para fazer um tour pela cidade, conhecemos o Museu de Antioquia com uma belíssima exposição fotográfica; uma pequena parte do centro da cidade; a Praça Botero, também conhecida como a Praça dos Gordinhos com suas vinte e três réplicas expostas doadas pelo próprio artista Fernando Botero; o Parque dos Pés Descalços, um lugar bem agradável que tem o objetivo de proporcionar o contato do homem com a natureza através dos pés descalços, e a Praça do Governo. Foi um dia lindo e muito agradável!

Lembram daquele casal que conhecemos no Parque Tayrona em Santa Marta, Damián e Joana que moravam em Medellín? Pois é… Ligamos pra ele a tardinha e foi aquela festa! O Jacob só sabia dizer: “É o Jacob, o brasileiro”. E do outro lado o Damián só entendia “brasileiro”. Deduzindo que eram os brasileiros que ele tinha conhecido e que estavam entrando em contato respondia fervorosamente: “Os brasileiros, que chévere!” hehehe. Foi muito engraçado!!! E nessa confusão de línguas o Jacob passou o telefone pra Nati, na esperança que ela entendesse o que ele não estava entendendo, e assim ficou combinado um encontro a noite! Como rimos de tudo isso! hehehe

Damián e Joana foram muito atenciosos conosco, eles nos proporcionaram momentos super agradáveis naquela noite. A gente ria da conversa que o Jacob teve com Damián ao telefone, de como nos conhecemos no parque, das palavras novas que estávamos aprendendo e que no Brasil tem outros significados. Foi uma noite que ficará guardada na nossa memória… Descobrimos que eles, assim como muitos outros que conhecemos nesta viagem, são apaixonados pelo Brasil, incluindo a cultura e, principalmente, o português. Ficamos maravilhados com a recepção que recebemos deste casal e dos colombianos de uma forma geral. Foi uma pena a gente não poder ter ficado mais tempo nessa cidade, desfrutando da companhia maravilhosa desse casal, mas sem dúvida podemos dizer que foram momentos suficientes para trocar email, telefone e fazer promessas de um novo encontro. A Joana, uma apaixonada pela nossa língua, demonstrou ser uma ótima aluna de português, aprendia rapidinho o que a gente ensinava. Tenho certeza que nunca mais esquecerá o termo “balada” e “legal” da mesma forma que nós nunca esqueceremos o “chéreve”! Obrigado por ter nos tratado de uma forma tão especial. De coração, obrigado!

E por fim queremos recomendar esta cidade maravilhosa! Vale a pena conhecer a segunda maior cidade da Colômbia, mas se for de carro saiba que muitas curvas na subida das montanhas serão inevitáveis. Se for igual a mim, enjoadinha, providencie o anti-enjoo!😛

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Quando chegamos em casa, depois de 6 dias desse encontro, tivemos uma grande surpresa: Damián e Joana nos telefonaram! Foi muito legal saber que eles ficaram preocupados com a nosso retorno! Mais uma vez, nosso muito obrigado!😀

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Cartagena de Indias – 3° Dia Castelo de San Felipe de Barajas

Considerado a maior obra militar espanhola no mundo, o Castelo de San Felipe de Barajas teve um papel muito importante na história das guerras locais e hoje é um dos pontos turísticos mais visitados em Cartagena de Indias.

Passamos um bom tempo percorrendo cada cantinho daquele castelo. Conhecemos as guaritas, a residência dos oficiais, as cozinhas, as galerias subterrâneas, os armazéns de pólvora e as poderosas artilharias. Sem sombra de dúvidas é um passeio perfeito para que gosta de ouvir e conhecer o palco de histórias fascinantes e cheias de aventuras. Algumas fotos pra vocês:

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Cartagena de Indias – 2° Dia Isla del Rosario e Baru

Outro atrativo para quem vai a Cartagena de Indias é o famoso passeio até a Isla del Rosario e Baru. Todos os dias pela manhã saem diversos barcos que partem do Muelle de Los Pegasos que fica bem próximo a Puerta del Reloj na Cidade Amuralhada. A procura por esse passeio é muito grande, existem centenas de turistas saindo do porto para fazer este tour diariamente. Lá os agentes de turismo ficam com plaquinhas nas mãos mostrando os tipos de embarcações, atrações e preços. A primeira dica é pechinchar! No hotel o tour sairia por 80.000 COP, nas plaquinhas por 55.000 COP e depois da pechincha saiu por 45.000 COP por pessoa, além desse valor também existe uma taxa portuária obrigatória de 12.000 COPs – o câmbio estava praticamente mil COPs por um real, o COP é só um pouquinho mais caro que o real – Lembrando que o preço do tour varia de acordo com a embarcação; existem as lanchas que fazem o trajeto de ida e volta em três horas (30 pessoas), os catamarans em 4 horas (50 pessoas) e os grandes barcos em cinco horas (150 pessoas), mas todos eles incluem o almoço típico com refresco.

Decidimos ir de lancha, o mais caro e mais rápido, porque ganharíamos tempo nas ilhas, entretanto algumas considerações são importantes citar: A lancha foi o meio mais rápido para chegar até as ilhas, porém é o meio que mais balança. Quem sofre com enjoo e/ou enxaqueca deve correr léguas desse transporte; os medrosos também. Fora o balançado, que é grande, a lancha também não protege ninguém dos banhos que as ondas dão. Quem não está a fim de se molhar antes de chegar até as ilhas também não deve ir de lancha. Como não sabíamos dessas informações passamos por alguns perrengues, hehehe. Nossas bolsas ficaram todas molhadas, incluindo também o que havia dentro delas, como documentos, toalha e etc. Se você gosta de uma aventura em alto mar e decidir conhecer as ilhas de Cartagena por lancha aconselho pelo menos a comprar aqueles saquinhos impermeáveis e guardar tudo que não pode ser molhado! Também não acho que a lancha seja recomendável para quem tem criança, mesmo usando o colete a gente fica muito vulnerável aos “supapos” das ondas. A lancha mais voava que tocava nas águas! O mar de Cartagena é muito revolto, o vento é muito forte! Já as outras embarcações são mais demoradas para terminar o trajeto e quando chegam aos pontos turísticos as fotos saem cheias de figurantes e é um corre e corre pra conhecer todas as coisas, porém aparentam ser mais confortáveis e seguras. Enquanto estávamos saindo de uma ilha para outra as embarcações maiores ainda estavam chegando, mas em compensação a gente parecia um bando de pinto molhado e eles sequinhos e perfeitos para as fotos, rs. Bom… Tudo tem seu ponto negativo e positivo!

A primeira parada foi em Rosario, um arquipélago maravilhoso! As cores do mar encantavam… Uma mistura de verde com azul, águas transparentes que nos permitiam enxergar os corais formados naquela região. Simplesmente lindo! Quando descemos da lancha tínhamos duas programações para escolher, ou não: Conhecer o Oceanário ou fazer snorkeling. Cada um custava 20.000 COPs e o tempo só permitia fazer um dos dois. Nós optamos pelo Oceanário e lá dentro conhecemos várias espécies de tubarões, peixes, aves, tartarugas e assistimos ao show dos golfinhos e dos tubarões adestrados. Em seguida conhecemos a Playa Blanca, que fica na Isla Baru, onde almoçamos e ficamos alguns minutinhos dentro daquele mar, ora azul, ora verde com areias branquinhas. Não sei se é costume do passeio ou nós que tivemos um dia repleto de aventuras hehehe, mas como o mar estava muito cheio a lancha nos deixou um pouquinho longe da areia. Tivemos que descer com água na altura do peito, pendurando as bolsas que já estavam quase encharcadas e jogando as sandálias na praia para poder pegar depois. Os guias ajudavam, mas foi muito constrangedor ver as mulheres gordinhas tendo dificuldades para descer. Eu fui a primeira a sair da lancha e lá da areia quase morri de rir com as cenas seguintes. Era mulher caindo, homem bolando, Jacob e Jr. tentando ajudar as senhoras. Foi tudo muito engraçado quando passou, mas poderia ter acontecido algum acidente! Depois do episódio a gente riu e ri até hoje, mas na hora foi tenso! Rs. O almoço foi o famoso prato típico: Arroz de coco, peixe frito com rabo e cabeça, salada de cebola e patacón (banana verde frita). Chegando a hora de voltar pra lancha a presepada continuou, hehehe. Fui uma das primeiras mulheres a subir e na hora de me “jogarem” de volta pra dentro da lancha machuquei um dedo do pé que dói até agora, rs. Enfim, conseguimos chegar em paz até o hotel, mas mortinhos de tanta aventura num dia só. Eu pensei que o rafiting no rio Urubamba-Peru tinha sido a coisa mais louca que já tinha feito sem saber nadar… negativo… esse dia superou! Algumas fotinhas pra vocês sentirem o drama da nossa aventura kkkkk!

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