Santa Marta e Parque Tayrona

Santa Marta

Santa Marta estava inundada quando chegamos. Tinha caído um temporal que a deixou parecida com uma cidade fantasma, somente víamos nas ruas os taxistas e os policiais. Talvez por causa disso tivemos dificuldades para encontrar hotel. Sabíamos que o lugar certo era o centro histórico, mas encontrá-lo estava difícil. Parando para pedir informações encontramos um senhorzinho baixinho e franzino usando botas de PVC – porque a chuva formou uma verdadeira lagoa e lá, não sei por qual motivo, não tem sistema de escoamento de água nas ruas – que “prontamente” se ofereceu para nos levar até alguns hotéis. Ele saiu correndo feito louco pelas ruas estreitas e alagadas pedindo para que o seguíssemos. Depois de algumas tentativas, e corridinhas do tio, encontramos uma gracinha de hotel no tal centro histórico de Santa Marta. Cansado de tanto correr o tiozinho falou: “Desculpa, já tenho 60 anos e não consigo correr mais rápido”. Não sabe ele que dá de dez a zero em mim, rs.  Agradecemos e pagamos pelo serviço prestado.

Centro Histórico de Santa Marta

No outro dia fomos conhecer a cidade caminhando e descobrimos que ficamos hospedados em um excelente ponto. Também descobrimos que a cidade estava lotada de turistas e que a chuva do dia anterior tinha sido responsável pelo sumiço da agitada vida noturna que ela oferece. Durante as caminhadas conhecemos a orla de santa Marta, com suas praias de águas transparentes e areias cinza, percorremos ruas por ruas, que ainda estavam alagadas pela chuva, e fizemos muitas fotos dos prédios que ainda conservam a arquitetura do século XVI adaptada a um toque de cores fortes e vibrantes.  Por ser uma das povoações mais velhas no continente sul-americanos, muito turistas visitam Santa Marta e aproveitam para conhecer outras cidades aos redores, como por exemplo, o Parque Tayrona e Cartagena. Como já estávamos de saída pra Cartagena, fizemos um bate e volta no parque.

O Parque Tayrona está a 30 minutinhos de carro de Santa Marta no sentido da fronteira com a VE.  A entrada custou 17.000 COP por pessoa e 18.000 COP pelo carro. Subimos uns 3 km para estacionar e começar a caminhada até as praias, outros já começavam a caminhada na entrada mesmo. Assim que estacionamos o carro fomos abordados por um dos guias locais. Ele ofereceu o aluguel de cavalos, mas nós queríamos mesmo era a caminhada. Este atrativo não é um tour de conforto. Quem não curte caminhar, fazer trilha, suar e cansar as canelas subindo e descendo escadas e pedras, sujando as mãos e os pés de lama não deve nem pensar em ir. Vai ser um desastre, mesmo sendo uma trilha de nível fácil!

Trilha

O parque é muito sinalizado e limpo. Existem cordas de apoio, pontes e trilhas de madeiras pelo caminho. É quase impossível alguém se perder naquele lugar. Até mesmo porque o fluxo de turista é tão grande que a todo tempo a gente esbarra em alguém no caminho. O Tayrona é uma reserva muito procurada para fazer camping, a galera vai de mala e cuia pra lá. Gente de todo lugar do mundo e de todas as idades. Durante a trilha cruzamos com muitos tios de mochilas nas costas prontos pra aventurar dentro daquela floresta. A caminhada durou em torno de uma hora pra ir e mais uma hora pra voltar. Pelo caminho as paisagens foram registradas na mente e na máquina, é claro! Rs. Definitivamente é um passeio pra quem curte o estilo.

As praias mais lindas do Tayrona são proibidas para os banhistas por se tratar de um mar “traiçoeiro”. Existem inúmeras placas avisando os recentes afogamentos naquela região. Nessas praias só rolou fotos, rs! Mais adiante percorrendo a beira mar, cruzamos um rio com águas na canela e na cintura, e lá encontramos outras praias que eram próprias para os banhistas. Nesse intervalo entre uma praia e outra fizemos amizade com um casal de colombianos, Joana e Damion. Eles foram super simpáticos com a gente, trocaram telefones e se dispuseram para ser nosso guia na cidade de Medellín, onde moram e para onde iremos depois de Cartagena. Pessoas maravilhosas temos encontrado na Colômbia. E como a Natália já diz, ser brasileiro na Colômbia é status, rs! Tivemos um gostoso papo com este casal e regressamos. A caminhada de volta abriu um baita apetite na gente, já que a única coisa que havíamos comido era um pão com refrigerante na padaria improvisada (uma caixa de isopor) do Parque Tayrona. Hummm! Tava delicioso o pão com recheio de chocolates! Famintos e podres de sujos, fomos ao shopping matar quem tava nos matando. Próxima parada: Cartagena! Inté mais vê ;).

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