Cartagena de Indias – 3° Dia Castelo de San Felipe de Barajas

Considerado a maior obra militar espanhola no mundo, o Castelo de San Felipe de Barajas teve um papel muito importante na história das guerras locais e hoje é um dos pontos turísticos mais visitados em Cartagena de Indias.

Passamos um bom tempo percorrendo cada cantinho daquele castelo. Conhecemos as guaritas, a residência dos oficiais, as cozinhas, as galerias subterrâneas, os armazéns de pólvora e as poderosas artilharias. Sem sombra de dúvidas é um passeio perfeito para que gosta de ouvir e conhecer o palco de histórias fascinantes e cheias de aventuras. Algumas fotos pra vocês:

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Cartagena de Indias – 2° Dia Isla del Rosario e Baru

Outro atrativo para quem vai a Cartagena de Indias é o famoso passeio até a Isla del Rosario e Baru. Todos os dias pela manhã saem diversos barcos que partem do Muelle de Los Pegasos que fica bem próximo a Puerta del Reloj na Cidade Amuralhada. A procura por esse passeio é muito grande, existem centenas de turistas saindo do porto para fazer este tour diariamente. Lá os agentes de turismo ficam com plaquinhas nas mãos mostrando os tipos de embarcações, atrações e preços. A primeira dica é pechinchar! No hotel o tour sairia por 80.000 COP, nas plaquinhas por 55.000 COP e depois da pechincha saiu por 45.000 COP por pessoa, além desse valor também existe uma taxa portuária obrigatória de 12.000 COPs – o câmbio estava praticamente mil COPs por um real, o COP é só um pouquinho mais caro que o real – Lembrando que o preço do tour varia de acordo com a embarcação; existem as lanchas que fazem o trajeto de ida e volta em três horas (30 pessoas), os catamarans em 4 horas (50 pessoas) e os grandes barcos em cinco horas (150 pessoas), mas todos eles incluem o almoço típico com refresco.

Decidimos ir de lancha, o mais caro e mais rápido, porque ganharíamos tempo nas ilhas, entretanto algumas considerações são importantes citar: A lancha foi o meio mais rápido para chegar até as ilhas, porém é o meio que mais balança. Quem sofre com enjoo e/ou enxaqueca deve correr léguas desse transporte; os medrosos também. Fora o balançado, que é grande, a lancha também não protege ninguém dos banhos que as ondas dão. Quem não está a fim de se molhar antes de chegar até as ilhas também não deve ir de lancha. Como não sabíamos dessas informações passamos por alguns perrengues, hehehe. Nossas bolsas ficaram todas molhadas, incluindo também o que havia dentro delas, como documentos, toalha e etc. Se você gosta de uma aventura em alto mar e decidir conhecer as ilhas de Cartagena por lancha aconselho pelo menos a comprar aqueles saquinhos impermeáveis e guardar tudo que não pode ser molhado! Também não acho que a lancha seja recomendável para quem tem criança, mesmo usando o colete a gente fica muito vulnerável aos “supapos” das ondas. A lancha mais voava que tocava nas águas! O mar de Cartagena é muito revolto, o vento é muito forte! Já as outras embarcações são mais demoradas para terminar o trajeto e quando chegam aos pontos turísticos as fotos saem cheias de figurantes e é um corre e corre pra conhecer todas as coisas, porém aparentam ser mais confortáveis e seguras. Enquanto estávamos saindo de uma ilha para outra as embarcações maiores ainda estavam chegando, mas em compensação a gente parecia um bando de pinto molhado e eles sequinhos e perfeitos para as fotos, rs. Bom… Tudo tem seu ponto negativo e positivo!

A primeira parada foi em Rosario, um arquipélago maravilhoso! As cores do mar encantavam… Uma mistura de verde com azul, águas transparentes que nos permitiam enxergar os corais formados naquela região. Simplesmente lindo! Quando descemos da lancha tínhamos duas programações para escolher, ou não: Conhecer o Oceanário ou fazer snorkeling. Cada um custava 20.000 COPs e o tempo só permitia fazer um dos dois. Nós optamos pelo Oceanário e lá dentro conhecemos várias espécies de tubarões, peixes, aves, tartarugas e assistimos ao show dos golfinhos e dos tubarões adestrados. Em seguida conhecemos a Playa Blanca, que fica na Isla Baru, onde almoçamos e ficamos alguns minutinhos dentro daquele mar, ora azul, ora verde com areias branquinhas. Não sei se é costume do passeio ou nós que tivemos um dia repleto de aventuras hehehe, mas como o mar estava muito cheio a lancha nos deixou um pouquinho longe da areia. Tivemos que descer com água na altura do peito, pendurando as bolsas que já estavam quase encharcadas e jogando as sandálias na praia para poder pegar depois. Os guias ajudavam, mas foi muito constrangedor ver as mulheres gordinhas tendo dificuldades para descer. Eu fui a primeira a sair da lancha e lá da areia quase morri de rir com as cenas seguintes. Era mulher caindo, homem bolando, Jacob e Jr. tentando ajudar as senhoras. Foi tudo muito engraçado quando passou, mas poderia ter acontecido algum acidente! Depois do episódio a gente riu e ri até hoje, mas na hora foi tenso! Rs. O almoço foi o famoso prato típico: Arroz de coco, peixe frito com rabo e cabeça, salada de cebola e patacón (banana verde frita). Chegando a hora de voltar pra lancha a presepada continuou, hehehe. Fui uma das primeiras mulheres a subir e na hora de me “jogarem” de volta pra dentro da lancha machuquei um dedo do pé que dói até agora, rs. Enfim, conseguimos chegar em paz até o hotel, mas mortinhos de tanta aventura num dia só. Eu pensei que o rafiting no rio Urubamba-Peru tinha sido a coisa mais louca que já tinha feito sem saber nadar… negativo… esse dia superou! Algumas fotinhas pra vocês sentirem o drama da nossa aventura kkkkk!

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Cartagena de Indias – 1° Dia Centro Histórico

“Uaaaau, que linda!” foi a primeira impressão que tivemos de Cartagena. Entramos na cidade a noitinha e as luzes do Castelo de San Felipe de Barajas já estavam acesas deixando qualquer turista babando pelas imagens que se formavam. Cartagena foi fundada em 1533 como um porto no mar do Caribe e nos séculos XVII e XVIII foi fortemente protegida, contra os diversos ataques de piratas, corsários e exércitos, por uma muralha, hoje conhecida como Cidade Amuralhada. É uma cidade mesmo, gente! Tem hotéis, bancos, restaurantes, comércio diversificado, praças, ruas estreitas ao estilo da época e muito mais. Com o passar do tempo a cidade foi crescendo nos arredores da muralha e tornou-se uma baita capital com mais de 1 milhão de habitantes. Suas praias ganharam fama e estrutura para agradar todo tipo de turista. Como já tínhamos lido que os hotéis dentro da Cidade Amuralhada (centro histórico) eram caros a dica que seguimos foi procurar por hotéis em  Bocagrande, uma praia vizinha cerca de cinco minutos de carro. Bocagrande também é linda, não tem um mar azul como as ilhas que conhecemos, mas é uma orla super agitada. O bairro é bem turístico e agradável de ficar. Outra coisa que nos impressionou, não só em Cartagena como em toda a Colômbia, foi a presença maciça de policiais, homens e mulheres sempre gentis e educados, prontos a prestar qualquer ajuda. Aliás, esta não foi uma característica apenas dos policiais, os colombianos, no geral, deram um show de receptividade.

O primeiro dia foi para conhecer a Cidade Amuralhada. Caminhamos por horas naquele lugar, visitamos as praças, passeamos pelas ruas estreitas com casinhas coladas uma nas outras pintadas com cores fortes e vibrantes cheias de varandinhas e balcões de madeiras, apreciamos aquela arquitetura tão antiga, mas que continua linda até hoje, almoçamos na Praça de Santo Domingo onde existem vários restaurantes e uma escultura de Fernando Botero, a Gertrudes, e nos divertimos com as danças típicas colombianas que são apresentadas em praças públicas. A tardinha caminhamos em cima da muralha a esperamos o famoso por do sol com vista para o mar. Foi um dia muito agradável! A noite voltamos a Cidade Amuralhada para contemplar aquela belezura cheia de luzes amarelas nas diversas luminárias que se espalham pelo centro histórico. É indescritível a sensação de poder contemplar aquilo tudo… hoje só nos restam as fotos para recordar com saudades cada pedacinho daquele “Paraíso Amuralhado”.

Importante lembrar que existem vários meios para conhecer a Cidade Amuralhada. Uns preferem as pernas, que foi o nosso caso, outros alugam bicicleta e até mesmo carruagens, que era um meio de transporte bem comum daquela época. Nós não curtimos muito a ideia do passeio de carruagem, tivemos dó dos cavalinhos, hehe. Ah! Vale registrar que a muralha tem 10km de extensão e diversos “becos” para percorrer. Os carros só transitam por alguns lugares, então se não estiver disposto a caminhar, tem que pedalar ou desembolsar uns 70 reias pela carruagem com espaço para quatro pessoas! Abaixo algumas fotos para que vocês visualizem tudo que conhecemos e se animem a conhecer também. Porque Cartagena de Indias todos deveriam conhecer! 😉

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