Οδύσσεια Parte 1 – Cruzando a fronteira da Colômbia com a Venezuela

Οδύσσεια

“Odisséia” foi o título da nossa aventura voltando pra casa quando saímos de Bogotá! Nooossa… Parecia que chegar a Ítaca tinha sido bem mais fácil para Odisseu do que chegar a Boa Vista para nós! Partimos de madrugada com a doce intenção de cruzar a fronteira entre a Colômbia e a Venezuela em um dia dirigindo, e assim completar a travessia desta fronteira até a próxima, que fica entre Santa Elena – Roraima, em três dias. Doce ilusão… A demora já começou quando tentamos sair do centro de Bogotá até a rodovia. E não pensem que estávamos perdidos, não! Estávamos no caminho certo, fazendo tudo que o GPS e as informações nas ruas mandavam, mas a cidade é tão grande, mas tão grande que só depois de 45 minutos alcançamos a rodovia com destino a Cúcuta! Ufa…

El Sanderoso com o aro empenado, vazando ar do pneu!

E quando a gente pensou que já tinha chegado ao ponto mais alto da Colômbia, se tratando de cidade, descobrimos que não! O trecho entre Bogotá e Cúcuta nos rendeu muitas subidas nas montanhas, a ponto do Jacob dirigir a 30k/h sob uma neblina que não se enxergava um palmo a frente do nariz em plena 4h da tarde, isso também atrasou pacas a viagem. Também tivemos que parar em uma borracharia para identificar o que estava causando a falta de ar excessiva em um dos pneus. Não foi a Nati que tinha engordado hehe, foi o aro que teve um leve probleminha por causa de alguns buracos nas estradas em obra. Graças a Deus que este prejuízo nos custou somente uns R$ 5.  😀

Meda… muito meda!

As curvas eram muito sinuosas, cheias de precipícios e além de tudo muito movimentada. Quem tinha costume de dirigir naquela região arriscava umas ultrapassagens loucas, mas mesmo assim em baixa velocidade. Em uma dessas curvas aconteceu um acidente, que nos deixou mais atrasados ainda… Estávamos a 3.460 metros acima do nível do mar, enfrentando uma fila imensa de carros, com frio e fome e ainda muito mais tristes porque sabíamos que chegar a Cúcuta era quase impossível naquele mesmo dia… Já estava escurecendo e precisávamos descansar, afinal já estávamos com mais de 12 horas viajando! Conseguimos chegar a noitinha numa pequena cidade situada num vale entre as montanhas, a linda e charmosa Pamplona. Fazia um friozinho super agradável por lá, melhor mesmo foi ficar hospedados num Plaza maravilhooooso e comer uma massa num restaurante menor que meu quarto hahaha, bem aconchegante e delicioso, depois de horas e horas viajando!

Não estava nos planos fazer uma parada pra dormir antes de Cúcuta, mas foi necessário. Partimos cedinho de Pamplona e conseguimos chegar ainda de manhã na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela. Achei esta fronteira muito parecida com a do Brasil e Paraguai, até uma ponte eles tem pra separar os dois países! Um trânsito louco e uma multidão de pessoas circulavam como formiguinhas num formigueiro. Homens e mulheres com as mãos cheias de dinheiro oferecendo serviço de câmbio e gasolina sendo vendida na beira da estrada como se fosse um produto qualquer nada perigoso. Resumindo, aquilo era uma muvuca, e que eu achei o máximo hehehe. Assim como fizemos ao entrar e sair na Venezuela e entrar na Colômbia, observando todos os requisitos legais, fizemos também ao sair da Colômbia para entrar novamente na Venezuela. Vale ressaltar que o tratamento que recebemos na Colômbia está muito acima e muito mais evoluído que o tratamento que recebemos na Venezuela, aliás, isso nem é digno de comparação. Em outro post comentarei com mais detalhe os perrengues que passamos no país do Chaves.

Imigração venezuelana com “teto solar” depois de ter passado pela imigração colombiana num órgão com vários guichês, cadeiras de atendimento e policiamento constante!

Liberados pela imigração da Colômbia, nós e o carro, procuramos a imigração venezuelana para dar entrada no país. Enfrentamos uma fila enorme debaixo de um sol das onze da manhã para sermos atendidos por um funcionário que mal respondia como deveríamos proceder ao preencher a ficha da imigração. Resolvido nosso bronzeamento forçado, fomos até o SINEAT para tentar resolver a burocracia do carro. Lá que a história começou a render mesmo, rs. A demora foi tão grande que nesse intervalo de sete horas esperando para sermos liberados, fizemos amizade com mais quatro casais que estavam passando pelo mesmo problema que o nosso: a falta de boa vontade dos venezuelanos para com os turistas, rs. Conhecer aqueles aventureiros que estavam viajando de carro dando a volta ao mundo foi muito divertido.

Um casal argentino, um casal francês, um casal misturado, ele francês e ela colombiana, e mais um casal colombiano. Nem todos estão na foto!

A gente conseguiu transformar o estresse da situação em risos, tudo era motivo de altas risadas entre nós! Foi um verdadeiro intercâmbio cultural de 7 horas até liberarem a documentação de todos os motoristas. Quando finalmente estávamos com a licença para dirigir na Venezuela em mãos e prontos pra enfrentar mais uma noite em uma cidade que não estava em nossos planos, uma colombiana nos alertou acerca da corrupção dos guardas venezuelanos nas próximas alcabalas (sobre isso também farei um post específico). Dirigimos por mais uma hora de San Antonio, cidade fronteira na Venezuela, até San Cristóbal onde passaríamos a noite. Conclusão: mais um dia perdido na contagem de volta pra casa! Eita diazinho que parecia não ter fim!

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